sábado, dezembro 16, 2006

Irmã


O pão dos pobres

Delícias com fubá reforçam o café da tarde servido pela Irmã Maria a pessoas carentes

Irmã Maria Mildner mostra seu talento culinário no pão de fubá mimoso, famoso na cidade.
Duas vezes por semana, religiosamente, Irmã Maria Mildner faz duas fornadas de pão de fubá mimoso. O hábito, que se repete há anos, tem uma razão de ser. Há quatro décadas essa freira da Ordem das Ursulinas, batizada Helma, em Estrela, no Rio Grande do Sul, cidade de colonização alemã, toca uma obra beneficente em Paraisópolis, no sul de Minas, onde mulheres pobres fazem cursos de corte e costura e trabalhos manuais. A miséria, declarada na urgência da fome, fez com que Irmã Maria começasse a fornecer também sopa, que para muitas daquelas mulheres era a única refeição do dia.
Não demorou e o café da tarde, indispensável nas casas mineiras, veio reforçar a alimentação dos carentes. Foi aí que o pão de fubá mimoso do Cutuba entrou na história. 'O fubá é um alimento rico e de sustança', declara Irmã Maria, misturando ao forte sotaque alemão palavras da fala mineira.
Todas as tardes, quem chega à Escola de Promoção Humana Mãe da Igreja encontra sobre a mesa café quentinho e o famoso pão de fubá que o talento culinário de Irmã Maria enriquece com geléias de frutas da estação. Aos 77 anos, trabalhando todos os dias, ela não se deixou abater nem mesmo quando um grave problema cardíaco a afastou por um ano de seus pobres.
Sovando a massa com vigor, Irmã Maria revela o segredo da disposição que a mantém ativa: 'Ponho prazer em tudo que faço'. Quem come de seu pão concorda na hora.

domingo, novembro 19, 2006

Apesar de voce



Chilena dá à luz após 9 meses sem saber que estava grávida

Griselda Navarro começou o dia com "fortes sintomas" de uma menopausa precoce e terminou dando à luz o seu terceiro filho. Foi isto o que aconteceu com a chilena de 42 anos no bairro de Alcalá de Henares, em Madri. A médica que a atendia nos último meses simplesmente não percebeu que a mulher estava grávida! Para ela, Griselda havia antecipado sua entrada na menopausa e apresentava alergias e problemas com gases. Griselda e o marido, Pablo Antonio - os nomes são reais, não foram tirados de melodrama mexicano - foram ao hospital porque a chilena já não agüentava mais o incômodo causado pela "menopausa" de nove meses. E acabaram aumentando a família. A menina foi batizada como Pamela Andrea.

Durante o período em que foi tratada de "menopausa", Griselda tomou dez remédios para combater problemas estomacais, retenção de líquidos e gases. Um simples exame de urina no hospital foi suficiente para detectar a gravidez... Griselda contou que não sentiu mudanças em seu corpo como nas vezes em que esperava os filhos maiores.

A vida insiste...

quinta-feira, outubro 26, 2006

Somos irmãos...


Um caso raro na genética foi registrado neste ano em Middlesbrough, no Reino Unido. Administradora de um supermercado local, Kerry Richardson, 27, deu à luz gêmeos bem diferentes. Um é loiro como o pai, enquanto o outro se parece com a mãe, que é descendente de nigerianos.

Irmãos gêmeos Kaydon (à esquerda) e Layton Richardson

Os irmãos --Kaydon, que parece com a mãe, e Layton-- nasceram no hospital universitário James Cook no dia 23 de julho. Segundo disse Kerry Richardson à publicação britânica "The Journal", que revelou o caso nesta quarta-feira, os bebês atraem atenção em todos os lugares por que passam. "Logo que eles nasceram, ninguém percebia nada de diferente, eles eram praticamente da mesma cor. Mas nos últimos meses Layton ficou ainda mais claro e loiro e Kaydon ficou mais escuro, como eu", disse a mãe. Segundo o geneticista Stephen Withers, trata-se de um caso raro, que ocorre, em média, uma vez a cada um milhão de nascimentos de gêmeos.

sábado, outubro 14, 2006

Tentamos ignorá-la










Muhammad Yunus, inventor do conceito do micro-crédito, é o novo Nobel da Paz. A sua é uma história bonita que começa com a grande fome em Bangladesh no ano de 1974.

‘Nós tentamos ignorá-la’, ele diz. ‘Mas as pessoas que mais pareciam esqueletos começaram a aparecer na capital, Dhaka. ‘Então aqueles um e outro se transformaram numa enchente de pessoas. Eles ficavam tão imóveis ao sentar que não dava para ter certeza se estavam vivos ou mortos. Todos se pareciam: homens, mulheres, crianças. Os velhos pareciam crianças e as crianças pareciam velhos.’

A emoção que ele sentiu um dia estudando economia e ensinando seus alunos a respeito de teorias econômicas elegantes que supostamente poderiam curar os males da sociedade desapareceu. Conforme a fome piorava ele começou a odiar as coisas que dizia em aula.

‘Nada nas teorias econômicas que eu ensinava refletia a vida ao meu redor. Como é que eu poderia contar a meus alunos histórias de faz de conta em nome da economia? Eu precisava fugir dos livros texto para descobrir a economia da vida real de uma pessoa pobre.’

Yunnus tentou muita coisa nos dez anos seguintes mas nada, ele percebeu, dava tão certo quanto o empréstimo de muito pouco dinheiro. Ele inverteu o princípio seguido por todos os bancos da história: ao invés de cobrar de quem levava o dinheiro que provassem as condições de pagar, queria que provassem a total falta de condições; ao invés de preferir emprestar para homens, que em geral têm maior capacidade de ganho financeiro, preferiu mulheres que planejam a mais longo prazo e dividem lucros com a família.

Seu Banco Grameen, com quem divide o Prêmio Nobel da Paz, foi fundado em 1984. Já emprestou 4,7 bilhões de dólares para 4,4 milhões de famílias em seu país. É distribuição de renda, um dos planos mais ousados de distribuição de renda em curso. Não é um Nobel político, do tipo uma indireta para um governo ou para outro, como muitas vezes é o Nobel da Paz.

Mas tem um recado embutido aí: eliminando a pobreza, a paz fica mais perto, não importa onde.

Yunnus, que é um otimista, acha que no futuro as pessoas irão ao museu para saber como era pobreza.

Fonte: No mínimo weblog

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quinta-feira, setembro 28, 2006

Cobras



Novela das sete da rede Globo. Dizem que "recuperou" o horário. Situações absurdas e engraçadas nos papéis principais: troca de papéis entre patroa e empregada (Marília Pera hilária), ascensão de um pobre a uma vida de luxo (Lázaro Ramos ótimo e Taís Araujo também), conflitos de um pai que gosta de se vestir de mulher mas é "hetero" (Ed Wood?), e finalmente pra tornar tudo mais engraçado (!) uma família inteira que faz graça com... a fé de muitos. A mãe de família (over, e num papel onde não cabe riso e sim pena) é uma beata ( o que virou praticamente um xingamento e deveria ser uma virtude) que procura (?) infundir a fé aos seus filhos. A saber: uma ninfomaníaca, uma criança gananciosa, um rapaz fraco e hipócrita e uma desmiolada desiludida, além é claro de um pai bandido que quer reconquistar a mãe.

Mãe essa que há alguns capítulos atrás ao se ajoelhar pra rezar, recebe imagem de Nossa Senhora (Senhor piedade!) na cabeça e se torna uma...digamos: mulher promíscua. Duvido que isto aconteça com a religião islâmica ou judaica. Os respectivos dirigentes ou porta-vozes imediatamente se levantariam contra um absurdo destes. A quem interessa isto? por que fazer pilhéria com fé dos outros? E pior, desde o começo as pessoas com fé sendo vistas como idiotas, hipócritas ou loucas. Ah sim, existem idiotas, hipócritas ou loucos em qualquer lugar, mas só desprezo ou ódio para promover campanha tão maciça contra uma Igreja já tão vilipendiada até por aqueles que deveriam honrá-la. E ainda há a novela das 9, onde existe uma freira muito má. E creio que o autor é católico. Não seria tão grave se a novela das sete já não fizesse esse (des) serviço.

Nem ao menos foi algo sutil. Um dos filhos queria preservar sua castidade e acaba se deitando com uma prostituta (acho que levada pelo pai) e fica muito feliz. E sua castidade é vista como algo doentio. Não se dá o direito de reflexão. Olhe jovem, se voce for assim será alvo de deboche. Se voce for assado será querido e feliz. Olhe mãe, se voce for assim seus filhos se tornarão loucos e safados. Se voce for safada seus filhos te tratarão bem. Olha que engraçado ! Uma família inteira de desajustados, possívelmente por culpa da mãe carola ! e não do pai bandido.

Essa perseguição aos católicos não é nova. Outras novelas (o bem-amado, tieta etc) já retrataram as suas beatas bem ridículas e filmes fizeram o mesmo. Sempre colocando pessoas que se dedicam a Igreja como sendo mais fofoqueiras que as outras, mais hipócritas que as outras, mais intolerantes que as outras, sem haver uma só obra que coloque alguém ajustado agindo assim.
A mensagem não pode ser mais clara, e produziu resultados e continua produzindo: ninguém mais quer se dedicar demais ao catolicismo (nem de menos), pra não ficar daquele jeito, ou ser tachada(o) de beata. Uma generalização que não é feita tão abertamente com outras religiões, ou profissões, ou raças, enfim: para os outros tolerância e bom senso; pros católicos a execração. Teoria da conspiração ? Putz, já deixou de ser teoria há muito tempo.

Ah voce conhece alguém que é exatamente como estas beatas de novela e portanto eles estão certos ao retratá-las assim? Olhe, covardes e tarados existem em todo o lugar e costumam se esconder atrás de qualquer coisa que pareça torná-los mais virtuosos e fortes que os outros. Policiais, religiosos, médicos e políticos tem mais facilidade em obter as duas coisas.

Enquanto isto... Vamos escolher alguma religião "pra Cristo".
Que tal A que Ele fundou?

Quando acordarem será tarde demais. Meus Deus o que fizemos com o que nos destes?

terça-feira, julho 11, 2006

Tá difícil ?



Piedade !















(Pietá de Michelangelo)


O Estado de S. Paulo, domingo, 2 de julho de 2006


China reprime 'cidadãos difíceis'
Andreas Lorenz


Autoridades do Partido Comunista da China estão usando métodos brutais para lidar com cidadãos considerados difíceis. A vítima mais recente do que parece ser uma brutalidade sancionada pelo governo foi um camponês que teve uma vértebra quebrada ao ser atacado por bandidos. Fu Xiancai, de 47 anos, está longe de ser um inimigo do Estado. Prova disso são os muitos retratos de Mao em sua casa. Mas o camponês de bigode tornou-se um cidadão difícil quando foi obrigado a deixar o povoado onde morava, Maoping, às margens do Rio Yang-tse.Fu, como outros 1,2 milhão de chineses, estava atrapalhando a realização de um projeto gigante, a Hidrelétrica das Três Gargantas.

Suas objeções dizem respeito à indenização recebida para sair do local, muito menor do que fora prometido pelo Estado. Ao invés de 20 mil yuan (? 2 mil), Fu recebeu apenas 7 mil yuan (? 700). Muitas pessoas no povoado passaram pela mesma experiência. Fu foi a Pequim 15 vezes para reclamar. Apesar de ter freqüentado a escola apenas três anos, ele fez por escrito 50 reclamações às autoridades locais, todas recusadas. Após ver todas as tentativas fracassadas, em 19 de maio ele apareceu em um programa produzido pelo canal de televisão da Alemanha ARD, dando sua opinião sobre a hidrelétrica, que custou 20 bilhões. Começaram os problemas. O chefe de polícia local, Wang Qiankui, chamou-o à delegacia e o advertiu para não manter contato com a imprensa ocidental. Voltando da delegacia, Fu foi atacado por bandidos e espancado de forma tão brutal que ficou paralítico. Embora não haja prova de que o ataque tenha tido relação com seu breve aparecimento na televisão, algumas pessoas suspeitam que ele foi agredido porque os líderes do partido queriam lhe dar uma lição. Um ano antes Fu já havia sido atacado e seriamente ferido.

Respostas severas do governo e atos de violência contra cidadãos considerados difíceis costumam acontecer na China. Centenas de milhares de pessoas acabam precisando dar espaço para hidrelétricas, fábricas e estradas, tudo em nome do milagre econômico chinês. No entanto, ao invés de beneficiar os residentes, uma parte considerável das indenizações acaba nas mãos de membros gananciosos do partido, provocando protestos.O governo reage a esses protestos com severidade. Pelo menos três pessoas morreram em dezembro, quando forças de segurança atiraram em camponeses que se manifestavam contra o confisco de seus campos em Dongzhou, na Província de Cantão, no sul do país. Em Taishi, na mesma província, bandidos feriram seriamente o ativista de direitos civis Lu Banglie, durante uma disputa sobre eleições no povoado em outubro.
Em junho de 2005, em Dingzhou, a sudoeste de Pequim, o líder do partido local contratou gângsteres para matar seis camponeses que se recusaram a ceder suas terras para a construção de uma usina elétrica.
Enquanto isso, 1.300 quilômetros ao sul de Pequim, o camponês Fu Xiancai luta pela vida. Em outra visão da China moderna, médicos do Primeiro Hospital Popular, em Yichang, recusam-se a operar Fu enquanto diplomatas alemães não concordarem em pagar os 60 mil yuans (? 6 mil) pela cirurgia
No quarto de número 7, na ala de operações do hospital, a mulher de Fu e seu filho mais velho, estudante de direito em Pequim, aguardam o paciente, que acabou de ser operado da traquéia, ser levado para o quarto andar do prédio. Dois guardas uniformizados ficam sentados no corredor tomando sopa instantânea. Um médico diz à mulher e ao filho de Fu: "Não há nenhuma esperança de que ele volte a andar."

Se Fu...

Até quando meu Deus ?

domingo, julho 02, 2006

E agora José?.Carlos, Beatriz, Ricardo...




Revista Olé (espanhola) - pegaram pesado !

"Põe o Juninho, tira o Emerson, põe o Robinho, tira o Adriano, aposenta o Ronaldo, alarga a chuteira do Ronaldo, põe o Ronaldo no spa, dá liberdade para o Gaúcho, troca o quadrado pelo triângulo, instaura o polígono das secas, cuidado com a bola nas costas do Cafu, recua o Dida, falta atitude, falta meio de campo, falta alegria de jogar, falta pulso no Parreira, falta coragem para mudar, falta ousadia, falta "desempenhar" (abusaram desse verbo) um bom futebol... "
(trecho da coluna de Vinicius Mata - Folha de São Paulo)


Engraçado... no dia do jogo do Brasil pela manhã, ao ouvir a palavra Frankfurt eu pensei: Frankfurt ? forte dos francos (franceses) ? hummm...não me pareceu um bom augúrio. Mas o que se viu em campo independia de sorte. Foi um misto de apatia, confusão, desinteresse e possívelmente arrogância, já que o próprio gaúcho confessou: "senti que podíamos fazer gol a qualquer momento". Só que esse momento não chegou. Dos brasileiros que jogaram só uns poucos voltarão para o Brasil e outros poucos sentiram a perda do título a ponto de chorar ou se desesperar. Para a maioria deles, a vida está muito melhor do que para os milhões de brasileiros que ficaram a gritar, torcer e chorar com o fiasco desta copa. Chorar pra que ? Isso eu entendo. Mas não entendo porque choram aqui. Não entendo mais. Felizmente.

domingo, junho 25, 2006

Copa tudo !


"Pois é... tá com dor no pé? Não se preocupe, se ocupe da copa.
Foi demitido, e acha tudo sem sentido? Não fique ofendido, mas pense no hexa. Tua mulher te deixou? Teu filho sumiu? P. que pariu!
Mas deixe pra lá, não se sinta orfão não, porque afinal, o Brasil vai ser campeão.
Vai ser despejado e não tem o que comer, ora vai se f.!!! que eu vou ver a partida, depois a gente se fala... quem sabe a gente se liga. (em todos os sentidos)."

Escrevi isto pensando no aquecimento global. Que NÓS criamos e continuamos a criar, como se não tivesse a MENOR importância. Talvez ocupe mais espaço na mídia do que os milhares de mortos diariamente na África (notícia velha) de fome e doenças (tratáveis) e outros tantos no mundo inteiro em países pobres.
Pouco nos reunimos pra fazer algo a respeito. Pouco gritamos até ficar roucos por esta causa. Pouco ou nada arriscamos por isso. Na verdade pouco fazemos pelos que estão mais próximos de nós. É... o tal do "próximo" que Jesus disse que amássemos...A chapa tá esquentando? não faz mal, vamos pra casa ver o jogo,torcer, gritar, pular, comemorar !!!???. Amanhã a gente pensa nisso...comenta isso numa festinha...ah sei lá; mas voltando ao jogo...