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sexta-feira, fevereiro 15, 2019

ARTE DE RUA 4



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terça-feira, outubro 11, 2005

Em sua teia


Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações

Esperando aviões - Vander Lee

sábado, setembro 24, 2005

Filmes


Mais filmes... Quero deixar claro que os filmes que coloco aqui, não são aqueles das listas de melhores filmes de todos os tempos, os melhores da crítica, os melhores do público, bilheterias etc. Estou colocando aqui filmes de que me lembro na hora que escrevo. Dificilmente me lembraria de um filme muito ruim, a não ser aqueles tão ruins que são bons. Trash.
Em geral são filmes que me tocaram por algum motivo e ficaram. Estou evitando até colocar dados técnicos, que podem ser procurados.Tudo que escrevo, foi o que ficou.
Bom vamos a eles: já que comecei com temas, vou continuar.
Capa e espada - vou colocar todos os filmes desse período (?), digamos, idade média em diante.
Excalibur - adorei. tem magia, guerra, amor, e a busca pelo santo graal. Sem contar que tem o mérito de ter Carmina Burana na trilha sonora. Nunca mais vi um filme sobre o rei Arthur sem fazer comparações com este. Ah e tem Hellen Mirren. O filho do diretor John Boorman faz o papel do filho de Morgana e Arthur. Depois eu o veria, já rapazinho, num filme de guerra, também dirigido pelo pai. Mas isso é outra história.
O Feitiço de Áquila - presença constante na sessão da tarde e diversão garantida. Protagonistas bonitos, Mathew Broderick cínico e ótimo, tema envolvente, o bem e o mal definidos, redenção e punição. Paz.
O leão no inverno - não é um filme fácil. Mas dá o maior prazer a quem gosta de boas atuações e bom texto. Duelo. Kate Hepburn, Peter O'toole e Anthony Hopkins (novinho). Devo estar sendo injusta, mas são os que me lembro. Deve ter sido peça de teatro pois a ênfase está nos diálogos. Só vi uma vez e gostaria de ver de novo.
Becket, o favorito do rei - acho que é esse o título. Idem o anterior (texto e atores). Richard Burton e Peter O'toole naquilo que sabem fazer bem. Não, não é beber. A história é verdadeira, assisti quando nova e fiquei impressionada, principalmente com as atuações. Que bom que pude ver filmes como esse e o anterior quando era criança. Aprendi a valorizar o que é bom. Creio que nunca mais foi reprisado. Pena.

domingo, setembro 18, 2005

Nas estrêlas


Há filmes que muitos deixam de ver porque não gostam do gênero. Mulheres (em geral) não gostam de fimes de guerra, policiais, terror. Homens se recusam a ver musicais, romances e dramas. Mas alguns desses filmes embora aparentemente pertençam a um gênero, são de outro, como por exemplo um filme de guerra, pode tratar na verdade de um romance. Spielberg disse que ET tratava na verdade da separação de um casal e o efeito nos filhos (situação que o atingiu muito). Portanto não me prendo a isso; verifico o diretor ou atores ou história. Ou país; gosto de filmes europeus, mas são menos conhecidos e accessíveis. Vou colocar aqui de vez em quando, alguns dos filmes que eu gostei. E se alguém não assistiu por preconceito, de repente pode tentar ver e gostar também.
Religiosos - esses me elevaram o espírito:
In this house of Brede : não sei o título em português e assisti na adolescência, só me lembro que gostei;
Irmão Sol, irmã Lua: além de bonito, ajuda a conhecer a história de São Francisco;
A cancão de Bernadette, idem, preto e branco, conta a história da aparição de nossa senhora em Lourdes, hoje um lugar de peregrinação e curas;
O manto sagrado, muito bom! mesmo quem não gosta do gênero fica encantado ao fim do filme, e é dele que vem o título deste blog.
Guerra- em geral abominados pelas mulheres tem títulos interessantes, até em comédias.
Papai Ganso, basta dizer que é com Cary Grant (procure conhecer outros com o ator), não é muito bom mas lembrei dele; pegar pipoca e relaxar.
Mash, tão bom que virou seriado de tv, ótimo também (aliás eu preferia os protagonistas do seriado), comédia também, um must !
O resgate do soldado Ryan (guerra mesmo), resolvi colocar um recente, porque senão só vai ter velharia! Mas eram melhores mesmo. Esse é bom pois tem menos chavões do que outros deste gênero, mas também tem, tipo: o soldado intelectual, também é covarde, mas vale pela história inédita, e tem Tom Hanks, que aliás merece o ter o respeito que tem na minha opinião, mais pela escolha acertada de filmes do que pelo desempenho neles.Continuo depois...

Elomar


"Todo bem é de Deus que vem,
quem tem bem, louva a Deus seu bem,
quem não tem, pede a Deus que vem. "


Trecho da música Campo Branco de Elomar Figueira de Melo, violonista, cantador, cronista, compositor de muuito talento, com uma obra gigantesca para orquestra e coro, que canta sua terra e sua gente. O disco que reúne ele, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai, é uma jóia preciosa, com quatro dos melhores cantadores e violeiros do país. Xangai é um cantor primoroso, que deveria ser incensado pela mídia que parece surda aos anseios de boa música do povo, sim, porque mesmo sem divulgação os Cds Cantoria 1 e 2, há anos vendem muito bem.
Quanto a Elomar, é lamentável e injustificável que sua obra permaneça desconhecida do grande público que se olha no espelho e não se vê, bombardeado por músicas de gosto duvidoso, quando não horroroso, podendo ter momentos de puro enlevo e identificação.
Cantoria 1 e Cantoria 2 (além de Elomar em concerto) são Cds pra ouvir sempre e se emocionar com tanta beleza!