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terça-feira, julho 11, 2006

Tá difícil ?



Piedade !















(Pietá de Michelangelo)


O Estado de S. Paulo, domingo, 2 de julho de 2006


China reprime 'cidadãos difíceis'
Andreas Lorenz


Autoridades do Partido Comunista da China estão usando métodos brutais para lidar com cidadãos considerados difíceis. A vítima mais recente do que parece ser uma brutalidade sancionada pelo governo foi um camponês que teve uma vértebra quebrada ao ser atacado por bandidos. Fu Xiancai, de 47 anos, está longe de ser um inimigo do Estado. Prova disso são os muitos retratos de Mao em sua casa. Mas o camponês de bigode tornou-se um cidadão difícil quando foi obrigado a deixar o povoado onde morava, Maoping, às margens do Rio Yang-tse.Fu, como outros 1,2 milhão de chineses, estava atrapalhando a realização de um projeto gigante, a Hidrelétrica das Três Gargantas.

Suas objeções dizem respeito à indenização recebida para sair do local, muito menor do que fora prometido pelo Estado. Ao invés de 20 mil yuan (? 2 mil), Fu recebeu apenas 7 mil yuan (? 700). Muitas pessoas no povoado passaram pela mesma experiência. Fu foi a Pequim 15 vezes para reclamar. Apesar de ter freqüentado a escola apenas três anos, ele fez por escrito 50 reclamações às autoridades locais, todas recusadas. Após ver todas as tentativas fracassadas, em 19 de maio ele apareceu em um programa produzido pelo canal de televisão da Alemanha ARD, dando sua opinião sobre a hidrelétrica, que custou 20 bilhões. Começaram os problemas. O chefe de polícia local, Wang Qiankui, chamou-o à delegacia e o advertiu para não manter contato com a imprensa ocidental. Voltando da delegacia, Fu foi atacado por bandidos e espancado de forma tão brutal que ficou paralítico. Embora não haja prova de que o ataque tenha tido relação com seu breve aparecimento na televisão, algumas pessoas suspeitam que ele foi agredido porque os líderes do partido queriam lhe dar uma lição. Um ano antes Fu já havia sido atacado e seriamente ferido.

Respostas severas do governo e atos de violência contra cidadãos considerados difíceis costumam acontecer na China. Centenas de milhares de pessoas acabam precisando dar espaço para hidrelétricas, fábricas e estradas, tudo em nome do milagre econômico chinês. No entanto, ao invés de beneficiar os residentes, uma parte considerável das indenizações acaba nas mãos de membros gananciosos do partido, provocando protestos.O governo reage a esses protestos com severidade. Pelo menos três pessoas morreram em dezembro, quando forças de segurança atiraram em camponeses que se manifestavam contra o confisco de seus campos em Dongzhou, na Província de Cantão, no sul do país. Em Taishi, na mesma província, bandidos feriram seriamente o ativista de direitos civis Lu Banglie, durante uma disputa sobre eleições no povoado em outubro.
Em junho de 2005, em Dingzhou, a sudoeste de Pequim, o líder do partido local contratou gângsteres para matar seis camponeses que se recusaram a ceder suas terras para a construção de uma usina elétrica.
Enquanto isso, 1.300 quilômetros ao sul de Pequim, o camponês Fu Xiancai luta pela vida. Em outra visão da China moderna, médicos do Primeiro Hospital Popular, em Yichang, recusam-se a operar Fu enquanto diplomatas alemães não concordarem em pagar os 60 mil yuans (? 6 mil) pela cirurgia
No quarto de número 7, na ala de operações do hospital, a mulher de Fu e seu filho mais velho, estudante de direito em Pequim, aguardam o paciente, que acabou de ser operado da traquéia, ser levado para o quarto andar do prédio. Dois guardas uniformizados ficam sentados no corredor tomando sopa instantânea. Um médico diz à mulher e ao filho de Fu: "Não há nenhuma esperança de que ele volte a andar."

Se Fu...

Até quando meu Deus ?

domingo, julho 02, 2006

E agora José?.Carlos, Beatriz, Ricardo...




Revista Olé (espanhola) - pegaram pesado !

"Põe o Juninho, tira o Emerson, põe o Robinho, tira o Adriano, aposenta o Ronaldo, alarga a chuteira do Ronaldo, põe o Ronaldo no spa, dá liberdade para o Gaúcho, troca o quadrado pelo triângulo, instaura o polígono das secas, cuidado com a bola nas costas do Cafu, recua o Dida, falta atitude, falta meio de campo, falta alegria de jogar, falta pulso no Parreira, falta coragem para mudar, falta ousadia, falta "desempenhar" (abusaram desse verbo) um bom futebol... "
(trecho da coluna de Vinicius Mata - Folha de São Paulo)


Engraçado... no dia do jogo do Brasil pela manhã, ao ouvir a palavra Frankfurt eu pensei: Frankfurt ? forte dos francos (franceses) ? hummm...não me pareceu um bom augúrio. Mas o que se viu em campo independia de sorte. Foi um misto de apatia, confusão, desinteresse e possívelmente arrogância, já que o próprio gaúcho confessou: "senti que podíamos fazer gol a qualquer momento". Só que esse momento não chegou. Dos brasileiros que jogaram só uns poucos voltarão para o Brasil e outros poucos sentiram a perda do título a ponto de chorar ou se desesperar. Para a maioria deles, a vida está muito melhor do que para os milhões de brasileiros que ficaram a gritar, torcer e chorar com o fiasco desta copa. Chorar pra que ? Isso eu entendo. Mas não entendo porque choram aqui. Não entendo mais. Felizmente.